O Brasil avança perigosamente rumo ao isolamento. O desgaste nas relações com os Estados Unidos, o afago a regimes autoritários e a perseguição obstinada ao ex-presidente Jair Bolsonaro revelam um governo mais interessado em confrontos do que em soluções. A agenda do Planalto se descola da realidade nacional e mergulha o país numa espiral de incertezas diplomáticas, jurídicas e econômicas.
A diplomacia que virou ideologia não vivemos mais em anos pois guerra de 45
O distanciamento entre Brasil e EUA já ultrapassou o campo diplomático e tornou-se uma ruptura estratégica.
Em editorial contundente, o The Washington Post classificou a política externa brasileira como “incoerente, reacionária e perigosa para a estabilidade hemisférica”. O jornal criticou a guinada do Brasil, que trocou a moderação por alianças com regimes que desafiam a ordem internacional.
A resposta do governo Lula não foi diálogo, mas retórica ideológica: acusações de “imperialismo” e “ingerência” — típicas de governos que abandonam a diplomacia em nome do confronto.
O Planalto parece mais empenhado em sustentar uma narrativa ultrapassada do que em proteger os interesses nacionais.
A obsessão que paralisa o país
Em vez de governar, Lula parece fixado em eliminar Bolsonaro da cena política. O uso sistemático da máquina pública, da retórica institucional e até de instrumentos diplomáticos para desmoralizar o ex-presidente revela uma estratégia persecutória que beira o autoritarismo.
O Judiciário, que deveria operar com independência, é arrastado para um processo que aparenta ter menos fundamentos legais e mais motivações políticas. Enquanto o mundo enfrenta desafios urgentes, o Brasil se ocupa com devaneios do passado: minuta de golpe, teorias conspiratórias e trocas de mensagens em aplicativos. Uma pauta pobre para um país tão complexo.
Economia sem rumo, confiança em colapso
O ambiente de instabilidade afugenta investimentos e mina a confiança no futuro. O agronegócio, motor da balança comercial, já sente os impactos da tensão com os EUA. A indústria teme a insegurança jurídica. O dólar dispara, a inflação reaparece e o desemprego volta ao horizonte.
Sem rumo claro, o Brasil aposta em alianças automáticas com China, Rússia e Irã — parcerias que, até agora, oferecem mais discurso do que resultados. Fora das cadeias produtivas globais, o país se isola. E, como sempre, quem paga a conta é o cidadão comum. O mesmo discurso ideológico , é repetido por Lula a 40 anos de vida pública em um fanatismo obstinado.
A sombra da Venezuela
O paralelo com a Venezuela já não é exagero. A perseguição a adversários, o discurso antiocidental e o flerte com ditaduras repetem o roteiro de um projeto que começou como esperança e terminou em ruína. O Brasil de hoje começa a exibir os primeiros sinais de um chavismo tropical — com o mesmo veneno autoritário disfarçado de justiça social.
A escalada é clara: censura velada nas redes, perseguição a influenciadores, tentativas de controle da informação e aumento de impostos. Perseguição ao contraditório .Tudo isso sob o pretexto de “regulação”. São práticas típicas de regimes que não toleram oposição e sufocam liberdades fundamentais com verniz democrático.
Um governo preso ao espelho
O Brasil precisa de soluções, mas o governo parece mais empenhado em construir a biografia de Lula do que em garantir estabilidade. A diplomacia virou trincheira, a economia perdeu o norte e a política virou revanche. O país anda em marcha lenta, olhando pelo retrovisor enquanto o mundo acelera.
Se essa rota não for revista, corremos o risco de perder não apenas oportunidades — mas a própria democracia como a conhecemos.
O Brasil não precisa de um presidente movido por recalque e vingança, muito menos de um governo que transforma a política externa em teatro ideológico a serviço da autopreservação.
Lula parece mais interessado em apagar a existência de Bolsonaro do que em garantir o futuro dos brasileiros.
O pior que toda essa guinada não é impulsiva — é deliberada, articulada nos bastidores com regimes opressores como China, Rússia e Irã, num redesenho autoritário que envergonha a diplomacia brasileira. Em vez de abrir o Brasil para o mundo, Lula fecha as portas e oferece o país como peão geopolítico de tiranias.
Se continuar nesse curso, não será lembrado como o líder que superou a pobreza, mas como o operador de um projeto regressivo, vaidoso e perigoso — o homem que, ao tentar destruir um adversário, e implantar um regime idiologivo acabou destruiindo a liberdade e assassinou a democracia do povo Brasileiro .