O eleitor respondeu com indiferença ao projeto imposto pelo soberba , pesquisa confirma erosão de capital político e fragilidade do projeto pessoal de Felipe Camarão.
A pesquisa do Instituto Econométrica foram entrevistados 1362 eleitores nos dias 8 a 11 de janeiro e o registro na Justiça Eleitoral é o MA-08591/2026, não apenas mede intenções de voto. Ela liquida politicamente Felipe Camarão. Os números expõem um vice-governador que perdeu relevância, autoridade e, sobretudo, conexão com o eleitor. Com apenas 3,8% na expectativa de vitória, Camarão deixa de ser alternativa e passa a ser nota de rodapé no processo sucessório do Maranhão. Tornou-se um problema político antes mesmo de consolidar uma candidatura.

O resultado é constrangedor para quem ocupa cargo, dispõe de estrutura e visibilidade. A queda não é circunstancial. É consequência direta de um projeto pessoal conduzido com arrogância, prepotência e sensação permanente de impunidade política. Segundo bastidores do seu partido PT, Camarão apostou na soberba, confundiu cargo com capital eleitoral e acreditou que circular entre gabinetes e figuras poderosas seria suficiente para impor seu nome. O eleitor respondeu com indiferença — quando não com rejeição aberta.
Enquanto isso, Orleans Brandão avança. Na pesquisa espontânea, registra 20,7%, tecnicamente empatado com Eduardo Braide, que aparece com 21,9%. A diferença é mínima, mas o simbolismo é devastador: Orleans cresce sem o desgaste que hoje sufoca Camarão.
Nos cenários de segundo turno, a assimetria se aprofunda. Orleans derrota Lahesio Bonfim com 49,6% contra 32,7% e mantém competitividade real contra Braide, com 40,5%, frente a 45,8% do prefeito. Camarão sequer aparece nas simulações relevantes. Foi excluído pelo próprio eleitorado.
Na expectativa de vitória, o retrato é ainda mais cruel. Orleans lidera com 39,2%, seguido por Braide, com 31,1%. Lahesio soma 8,4%. Camarão permanece isolado no fundo do gráfico, sem discurso, sem tração e sem horizonte político.
A rejeição fecha o cerco. Felipe Camarão registra 28,9%, índice que vai além da antipatia e revela fadiga política. O eleitor não rejeita apenas a candidatura. Rejeita o comportamento, o estilo e a prática de uma política baseada em intimidação simbólica, ostentação de relações influentes e exposição vazia — um palanque esvaziado.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Econométrica, entre 8 e 11 de janeiro, com 1.362 entrevistas em todo o Maranhão. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O recado é direto e incômodo: Felipe Camarão não caiu nas pesquisas por acaso. Caiu porque construiu a própria queda. E, na política, quando a rejeição supera a esperança, o projeto não entra em crise — entra em colapso.
A pesquisa Econométrica tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%.

















