A iniciativa partiu do deputado Arnaldo Melo, que levou ao plenário da Assembleia Legislativa uma homenagem marcada por forte simbolismo para a economia maranhense. Na tarde desta segunda-feira (16), o Plenário Nagib Haickel sediou uma sessão solene dedicada a três marcos institucionais: os 50 anos do Conselho Regional de Economia do Maranhão (Corecon-MA), os 75 anos da regulamentação da profissão de economista no Brasil e os 60 anos do curso de Economia da Universidade Federal do Maranhão.

Autor da proposta, Arnaldo Melo destacou o papel estratégico dos economistas na engrenagem pública e privada. Segundo ele, a profissão ocupa uma posição decisiva entre a análise técnica e as escolhas que moldam a vida cotidiana. É nesse campo que passam decisões capazes de influenciar o orçamento das famílias, o planejamento das cidades e a condução das finanças públicas.

A cerimônia reuniu profissionais da área, professores universitários e representantes de entidades ligadas à economia. Participaram ainda o deputado Ricardo Arruda, o secretário de Estado da Fazenda Marcellus Ribeiro, um dos homenageados da noite, e o secretário-chefe da Secretaria-Geral da Governadoria, Luís Fernando Silva, que representou o governador Carlos Brandão.

Ao justificar a homenagem, Arnaldo Melo ressaltou que reconhecer os economistas significa valorizar profissionais que ajudam a sustentar o equilíbrio financeiro de governos, empresas e famílias. Trata-se, segundo ele, de uma atuação muitas vezes silenciosa, mas central nas decisões que orientam o país.

Com cinco décadas de atuação, o Corecon-MA consolidou-se como uma referência na organização e valorização da profissão no estado. A entidade acompanha a atividade profissional, incentiva a qualificação técnica e contribui para o debate de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico.

O presidente do conselho, Roberto Matos, observou que a economia ultrapassa planilhas e projeções. Cada indicador, afirmou, reflete escolhas que impactam emprego, renda e oportunidades. Pensar a economia, acrescentou, também significa enfrentar temas como pobreza, desigualdade e perspectivas de futuro.

Durante a solenidade foi assinado o Protocolo de Intenções de Defesa e Proteção de Dados – Papel da Economia, iniciativa que reforça a importância do tratamento responsável das informações em um cenário cada vez mais orientado por dados.
















