O calendário eleitoral de 2026 estabelece marcos que passam a orientar o ambiente político, ao fixar prazos de desincompatibilização, convenções partidárias e etapas estratégicas da disputa. O prazo de afastamento de ocupantes de cargos no Executivo surge como ponto de inflexão, ao impor decisões formais, reduzir o espaço para especulações e transformar articulações políticas em movimentos institucionais concretos, redefinindo candidaturas, alianças e o ritmo da corrida eleitoral.
O calendário eleitoral de 2026 começa a produzir efeitos concretos já no primeiro semestre e deve acelerar decisões estratégicas no cenário político nacional. Os prazos legais definidos pela Justiça Eleitoral funcionam como gatilhos institucionais, delimitando candidaturas e alianças.
O primeiro marco relevante será o prazo de desincompatibilização, que exige o afastamento de ocupantes de cargos no Executivo interessados em disputar outro mandato. Pela legislação, o desligamento deve ocorrer até seis meses antes da votação, estabelecendo 4 de abril de 2026 como data-limite para governadores, ministros e secretários.
A etapa é considerada decisiva porque transforma movimentos políticos em atos formais, encerrando especulações e impondo clareza às estratégias eleitorais.
Na sequência, o calendário avança para as convenções partidárias, período destinado à oficialização de candidaturas e definição de alianças. O intervalo ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto.
Após as convenções, partidos e federações têm até 15 de agosto para registrar os nomes junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir desse momento, os registros passam por análise jurídica.
A propaganda eleitoral será autorizada a partir de 16 de agosto.
Dia das eleições
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro de 2026, primeiro domingo do mês.
O segundo turno, nos cargos em que houver necessidade, ocorrerá em 25 de outubro de 2026, último domingo de outubro.
Principais datas do calendário eleitoral
1º de janeiro
Registro oficial de pesquisas eleitorais.
4 de abril
Prazo final para desincompatibilização, filiação partidária e alteração de domicílio eleitoral.
6 de maio
Encerramento do prazo para regularização do título de eleitor.
4 de julho
Início das restrições legais aplicadas a agentes públicos.
20 de julho a 5 de agosto
Convenções partidárias.
15 de agosto
Prazo final para registro de candidaturas.
16 de agosto
Início da propaganda eleitoral.
4 de outubro
Primeiro turno das eleições.
25 de outubro
Segundo turno, se houver.
Além dos prazos políticos, campanhas e partidos deverão cumprir obrigações contábeis, incluindo relatórios financeiros periódicos e prestação final de contas.
O calendário eleitoral estabelece o ritmo institucional do processo democrático, condicionando decisões partidárias e reduzindo incertezas jurídicas ao longo do ano eleitoral.

















