Governo sustenta que obra é acompanhada por órgãos de controle.
São Luís — O secretário de Infraestrutura do Maranhão, Aparício Bandeira, elevou o tom diante das publicações de portais nacionais que levantam suspeitas de superfaturamento nas obras da Avenida Litorânea. Em entrevista à Globo do Maranhão, o secretário rejeitou as acusações e apontou o que classificou como uma “tempestade de ilações sem sustentação técnica”.
Bandeira foi direto ao ponto. Disse que contratos públicos não são avaliados por manchetes, mas por planilhas, medições de engenharia e auditorias formais. “Existe fiscalização permanente. Os números são rastreáveis. Insinuações não substituem provas”, a obra e fiscalizada peal Caixa Economica Fedral . declarou.
O projeto, executado em parceria entre o governo estadual de Carlos Brandão e o governo federal do presidente Lula, tornou-se um dos investimentos urbanos mais visíveis da capital. A proposta de expansão da orla mexe com interesses econômicos, paisagísticos e políticos. Obras dessa dimensão raramente atravessam o debate público em silêncio.
No canteiro de obras, o cenário não dialoga com a retórica. Máquinas em operação, operários distribuídos ao longo do trecho, caminhões em fluxo contínuo. A paisagem da orla muda de forma concreta, enquanto o embate permanece no campo simbólico.
Especialistas em gestão pública enxergam um fenômeno recorrente. Grandes obras concentram atenção, despertam desconfianças e amplificam disputas narrativas. O escrutínio é parte essencial da democracia. A acusação sem evidência documental, alertam, fragiliza o próprio debate que pretende qualificar.
Bandeira deixou claro que o governo não pretende governar sob o ritmo das especulações. “Obras públicas são verificadas em relatórios, não em conjecturas”.
Em tempo : Entre relatórios técnicos, medições formais e o ruído previsível das trincheiras politicas, a Avenida Litorânea avança. O concreto não debate. Cumpre cronograma. Já o discurso, inflado por versões, segue disputando espaço com os fatos. Em ano eleitoral, a dinâmica se repete com precisão quase matemática. Obras deixam de ser apenas intervenções urbanas e passam a funcionar como artefatos políticos, alvos fáceis de narrativas apressadas de oposição , leituras interessadas e suspeitas que muitas vezes correm à frente das evidências. À beira-mar, ergue-se mais que infraestrutura. Revela-se, outra vez, a dificuldade crônica de separar engenharia de palanque.















