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EDITORIAL: Entre Luz e Mofo: a justiça que sobe ao palco e desce ao porão conforme o peso da toga do personagem.

APAUTA10 Por APAUTA10
11 de março de 2026
in ARTIGOS
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EDITORIAL: Entre Luz e Mofo: a justiça que sobe ao palco e desce ao porão conforme o peso da toga do  personagem.

Entre holofotes e sombras, surge a pergunta incômoda: a lei pesa realmente igual para todos?

O  brilho institucional e as sombras do poder, a pergunta que ecoa nas ruas é direta e inquietante: a lei continua sendo a mesma para todos ou passou a variar conforme o personagem que entra em cena?

A Brasileira  penou três meses presa, foi multada, amordaçada e submetida a acordo humilhante por cantar hinos patrióticos. Filho de traficante do Comando Vermelho virou foragido após 66 violações de tornozeleira.

Há uma equação que o Supremo Tribunal Federal prefere não explicar em público: por que uma artista gospel que cantou hinos patrióticos na Esplanada dos Ministérios precisou de três anos de processo, prisão, tornozeleira, multa , 150 horas de serviço comunitário e silenciamento forçado nas redes sociais para ter seu caso arquivado , enquanto um rapper cujas letras celebram facções criminosas, tráfico e homicídio,   viola a tornozeleira eletrônica 66 vezes, torna-se foragido da Justiça?

A resposta, por mais que incomode o andar de cima, é simples e insuportável: o critério não é jurídico. É político. E isso, num Estado democrático de direito, tem nome: seletividade punitiva , a mais antiga e covarde das arbitrariedades judiciais.

Fernanda Oliver foi presa em 2023 no âmbito da “Operação Lesa Pátria”, iniciativa do ministro Alexandre de Moraes que tem envolvimento de 129 milhões de reais do escritório da família com banqueiro ladrão.(Caso Banco Mastger) prendeu  centenas de manifestantes presentes nos atos de 8 de janeiro. O crime imputado à cantora gospel: ter entoado hinos religiosos  e cânticos patrióticos numa praça pública, durante uma manifestação política. Isso. Só isso.

O processo que dela se derivou arrastou-se por mais de dois anos. Ao longo desse tempo, Fernanda usou tornozeleira eletrônica, ficou proibida de publicar nas redes sociais,  restrição constitucional de rara brutalidade, que silencia o cidadão na única tribuna que lhe resta, foi multada e, ao cabo, submetida a um Acordo de Não Persecução Penal que, em linguagem direta, significa: assine aqui que reconhece o erro, cumpra as condições e, talvez, a gente deixe você em paz.

“Assine aqui que reconhece o erro” ,  isso não é Justiça. É coerção institucionalizada com verniz jurídico.

Em março de 2026, o STF formalizou o encerramento do processo. Sem absolvição, sem reconhecimento de inocência, sem qualquer admissão de que o Estado foi longe demais. A ficha foi simplesmente fechada após a submissão integral da acusada. Para os que comemoram como vitória: quando um cidadão só se livra do Estado após ceder a todas as suas exigências, o nome disso não é absolvição é rendição.

Oruam , nome artístico de Gabriel Henrique Barbosa, filho de Marcinho VP, um dos líderes perversos e históricos do Comando Vermelho, construiu sua carreira sobre um capital simbólico específico: a glorificação aberta do universo do crime organizado. Suas letras não fazem metáforas. Pedem liberdade para o pai traficante, exaltam a facção, cantam sobre homicídios com a naturalidade de quem descreve o tempo. Usando o Estado como culpado de tudo.

Em 2024, o artista foi preso após uma abordagem policial. Pagou R$ 60 mil de fiança e foi solto. Foi indiciado por suposta associação ao Comando Vermelho , investigação que avança em câmara lenta. Entre a prisão e hoje, Oruam violou as condições impostas pela Justiça 66 vezes. No início de 2026, tornou-se foragido.

Nenhum ministro do STF editou portaria. Nenhuma operação policial foi batizada com nome dramático. Nenhum bloqueio de redes sociais foi determinado. As propostas legislativas que tentaram enquadrar sua apologia ao crime foram, sistematicamente, engavetadas ou diluídas sob o argumento , sagrado quando conveniente , da liberdade de expressão artística.

O QUADRO COMPARATIVO QUE O STF NÃO QUER VER

Os dados falam por si:

CRITÉRIO FERNANDA OLIVER ORUAM
Conteúdo Cânticos evangélicos, hinos patrióticos e críticas eleitorais em ato público Letras glorificando tráfico, facções e homicídios; tatuagem de assassino de jornalista; defesa pública do pai traficante Marcinho VP
Resposta judicial Presa por 3 meses, tornozeleira eletrônica, ANPP com restrições severas, suspensão de redes sociais, multa , 150 horas de serviço comunitário Preso por infração de trânsito, fiança de R$ 60 mil, indiciado por associação criminosa; 66 violações de tornozeleira; foragido desde fevereiro de 2026
Desfecho Processo extinto somente após submissão integral às condições; carreira e vida social destruídas Carreira em plena ascensão; shows em festivais nacionais; propostas legislativas contrárias engavetadas
Enquadramento institucional Tratada como agente terrorista; cerco judicial ininterrupto Protegido sob o manto da ‘liberdade de expressão artística’; violações sistemáticas ignoradas

A tabela acima não é um ataque à arte nem uma defesa da manifestação política de 8 de janeiro. É um documento factual que evidencia o que qualquer estudante de Direito Constitucional reconheceria como tratamento desigual perante a lei ,vedado pelo artigo 5º da Constituição Federal com a clareza que só os textos escritos para durar exibem.

O argumento usado para proteger Oruam , a liberdade de expressão artística, é legítimo, robusto e deve ser defendido com vigor. Mas ele só funciona como princípio universal quando aplicado universalmente. Quando a mesma corte que invoca esse princípio para o rap do filho do traficante aplica outro princípio , incitação, ameaça à democracia ,  para a cantora Gospel que canta na praça, a liberdade de expressão deixa de ser um direito e passa a ser um privilégio seletivo.

Isso não é direito constitucional. É política com toga.

A questão que este caso coloca ao país não é se Fernanda Oliver tinha razão política, nem se Oruam é um artista legítimo. A questão é outra, mais fundamental: pode um Tribunal que se diz guardião da Constituição aplicar os mesmos direitos de forma radicalmente distinta a cidadãos que se encontram em situações comparáveis ,com a única variável relevante sendo a identidade política de cada um?

O Brasil de 2026 expõe um paradoxo que muitos de seus intelectuais orgânicos evitam encarar de frente. O Estado verdadeiramente punitivista não é aquele que prende mais. É o que prende de forma seletiva.

É o Estado que decide, antes mesmo da sentença moral da praça pública, sobre quem deve recair todo o peso da lei e quem atravessará o sistema quase sem arranhões. Não pelo que fez. Mas por quem é, onde mora, em que Deus acredita e em qual trincheira política escolheu se posicionar.

Nesse modelo, a justiça deixa de ser um instrumento universal e passa a funcionar como engrenagem de uma pauta política que exige alvos exemplares. O rigor vira espetáculo. A indulgência, conveniência.

E assim a lei, que deveria ter a frieza do mármore, acaba adquirindo a temperatura das paixões ideológicas do momento.

Fernanda Oliver não destruiu prédios. Não atacou pessoas. Não ameaçou ninguém com violência concreta. Cantou. Manifestou-se. Exerceu os dois direitos que a Constituição considera mais preciosos: a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Pagou por isso com três anos de calvário judicial.

Oruam não esconde o que faz nem o que representa. Suas letras são documentos públicos. Sua proximidade com o crime organizado é objeto de investigação policial ativa. Suas violações de medidas cautelares são numeradas e documentadas. Segue livre, famoso e aplaudido.

Este não é um artigo contra Oruam. É um artigo contra a hipocrisia que o sistema permite  e, pior, que alimenta.

O processo de Fernanda Oliver foi encerrado. Para ela, é alívio e cicatriz permanente. Para o país, é uma advertência que não pode ser enterrada junto com os autos: sistemas judiciais que tratam cidadãos de forma desigual com base em sua identidade política não são apenas injustos,são perigosos. São o germe de toda tirania que a história registrou.

A democracia brasileira não morrerá de um golpe. Morrerá, se morrer, da acumulação de pequenas seletividades, de processos que se arrastam para uns e desaparecem para outros, de leis que valem conforme o endereço do réu.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição brasileira, não o carrasco de uma militância que defende um regime em que o poder emana da toga, de acordo com interesses partidários com a chave do cofre nas mãos.

https://www.youtube.com/watch?v=g_hIK5qnZqY

 

 

 

Reportagem apurada com base em registros processuais públicos, declarações oficiais do STF, notícias verificadas e dados da imprensa nacional. A redação do aputa10.com.br mantém independência editorial plena.

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