Venezuela foi usada como fornecedora barata em um sonho ideológico falido da esquerda revolucionária, à custa da fome do povo.
A captura de Nicolás Maduro anunciada pelo governo dos Estados Unidos, resultado de uma incursão direta e cirúrgica conduzida por forças militares americanas, marca um dos episódios mais contundentes da história recente da América Latina. Segundo Washington, a ação foi planejada para desarticular um regime classificado como estrutura estatal capturada pelo narcotráfico internacional.

A operação, de acordo com autoridades americanas, não foi negociação, nem disputa jurídica prolongada. Foi ação de força, executada sob o argumento de combate ao narcoterrorismo, após anos de acusações contra o núcleo do poder venezuelano.
No centro do colapso está Nicolás Maduro. Ele não apenas tolerou o crime: institucionalizou a tragédia das drogas. Sob seu comando, denúncias reiteradas apontam que rotas de narcotráfico passaram a operar com proteção estatal, com participação de setores das forças de segurança e uso do aparelho público como escudo. O crime deixou de ser exceção. Virou método de sustentação política e financeira.

Durante anos, a Venezuela também cumpriu outro papel conveniente: fornecedora barata de petróleo e vantagens comerciais para governos oportunistas de esquerda, que sustentaram o regime em nome de um sonho ideológico falido. Em troca de alinhamento político, receberam energia subsidiada e acordos vantajosos.
O custo dessa farsa foi pago pelo povo. Enquanto aliados lucravam, a população enfrentava fome, apagões, hospitais sem insumos e salários pulverizados. A solidariedade ideológica nunca chegou à mesa do cidadão comum. Ficou restrita aos gabinetes e discursos.
O chavismo prometeu justiça social. Entregou escassez permanente.
Prometeu soberania. Praticou submissão seletiva a interesses “amigos”.
Prometeu dignidade. Produziu o maior êxodo em massa da história recente da América Latina.
Milhões de venezuelanos deixaram o país não por escolha, mas por sobrevivência. Isso não é narrativa política. É realidade social documentada.
A reação de setores da esquerda internacional revela um constrangimento antigo. Defenderam o regime à distância, repetiram slogans, ignoraram prisões políticas e censura. Nunca responderam à pergunta básica: como um país com a maior reserva de petróleo do mundo passou a depender de ajuda humanitária?
A operação anunciada pelos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, rompe com a encenação diplomática. A mensagem é direta: o regime não será reformado, será desmontado, A legalidade da ação será debatida em fóruns internacionais por idênticas ditaduras veladas . O fracasso humano e institucional do regime, os crimes , não.
A Venezuela não colapsou por fatores externos. Colapsou porque o Estado foi sequestrado, a economia destruída, a corrupção institucionalizada e o crime elevado à política pública.



















