O governador do estado do Maranhão, Carlos Brandão, elevou o tom ao responder questionamentos sobre a aquisição de tablets para estudantes da rede estadual. O tema foi explorado pela oposição e ganhou repercussão na tribuna da Assembleia Legislativa nesta manhã de terça-feira (26). Segundo o Executivo, porém, a operação seguiu rigorosamente os parâmetros legais e representa um dos maiores investimentos recentes em inclusão digital na educação pública.
O programa Tô Conectado, eixo do macroprograma Educação de Verdade, foi lançado no Estádio Castelão na última sexta-feira (22), em São Luís. A meta é distribuir cerca de 250 mil tablets até outubro deste ano. A primeira remessa, com 45.764 unidades, já começa a ser entregue a estudantes da Grande Ilha (São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa). Cada aparelho será vinculado ao CPF do aluno e contará com 20 GB de internet mensal, aplicativos educacionais, livros digitais e a biblioteca bilíngue Elefante Letrado.
Em relação às comparações com o processo de licitação realizado no Ceará, o governo maranhense foi categórico: trata-se de um edital iniciado em 2022, cuja ata de registro venceu em julho de 2024, com preços defasados e especificações técnicas inferiores às definidas pelo Maranhão. O dado mais contundente, ressaltou o Executivo, é que tanto o Ceará quanto a Bahia já manifestaram interesse em aderir à Ata de Registro de Preços n.º 153/2024, utilizada pelo estado maranhense, reconhecendo sua vantagem competitiva.
“O processo foi conduzido com transparência por servidores qualificados. O que há, na verdade, é uma tentativa de transformar um avanço educacional em disputa política. Pais, estudantes e professores podem ficar tranquilos: os tablets chegarão às mãos dos alunos em breve, cumprindo a promessa de um ensino público mais moderno e acessível”, afirmou o governo em nota.
O Palácio dos Leões também informou que recorrerá à Justiça para exigir a retratação de acusações consideradas infundadas. “Nosso compromisso é com a moralidade, a boa-fé e a eficiência da gestão pública. Não vamos permitir que interesses menores obscureçam a prioridade maior: garantir à juventude maranhense acesso às ferramentas digitais que o século XXI exige.”
As acusações e críticas partiram dos deputados sociocomunistas ou “comuno-socialistas Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB) e Othelino Neto (SD) e Fernando Braide(PSD).
A polêmica, porém, lança luz sobre um ponto central da política educacional: em tempos de desinformação e disputa de narrativas, o futuro da escola pública não pode ser tratado como palco de conveniência política. A sociedade cobra resultados, e a transparência será sempre o critério definitivo.
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