Depois de três mandatos, presidente volta a prometer soluções para problemas antigos. O eleitor tem o direito de perguntar: por que tanta coisa continua por fazer? Lula promete melhorar a saúde, a educação, a segurança e a vida dos mais pobres desde 2002.
Mais de duas décadas depois, muitos desses compromissos continuam presentes em suas campanhas. O problema não é prometer. É governar por tantos anos e ainda apresentar velhas propostas como se fossem novidade. Lula teve tempo, orçamento e poder para avançar em questões fundamentais. Também realizou políticas importantes, mas isso não elimina a obrigação de prestar contas sobre o que não funcionou e o que ficou pelo caminho.
O brasileiro não precisa de mais discursos sobre um futuro melhor. Precisa de resultados concretos e explicações para problemas que atravessam sucessivos governos. Quem já governou tanto não pode continuar pedindo confiança como se nunca tivesse tido oportunidade de fazer. Se, depois de tantos anos no poder, Lula ainda precisa prometer o que prometia em 2002, a pergunta é inevitável: faltou tempo ou faltou entregar o que foi prometido? Ou pura incompetência , é um projeto de poder , não é um projeto de brasil
Quem governou durante tantos anos não pode continuar pedindo votos como se ainda aguardasse a primeira oportunidade de resolver os problemas do país.
O Brasil já conhece as promessas de Lula. O que falta é uma explicação convincente sobre por que tantas delas continuam presentes nas campanhas, em vez de integrarem definitivamente o balanço das realizações de seu governo.
















