Tributação elevada pode pressionar preços, reduzir investimentos e comprometer a geração de empregos.
O Brasil poderá ter uma das maiores alíquotas de impostos sobre o consumo do mundo. Nesta quarta-feira (28), o TCU aprovou o cálculo de referência de 11,3% para a CBS, tributo federal que substituirá principalmente o PIS e a Cofins. Somado ao IBS, o novo sistema poderá alcançar uma alíquota próxima de 30%.
A carga tributária elevada preocupa empresários e consumidores. Custos maiores podem reduzir o consumo, frear investimentos e estimular empresas a transferir operações para países com condições mais competitivas. Entre os possíveis efeitos estão fechamento de negócios, desemprego e desaceleração econômica.
O cenário também reacende o debate sobre o risco de estagnação ou recessão caso a perda de competitividade comprometa a produção nacional. Na Venezuela, a combinação de políticas econômicas desastrosas, desequilíbrios fiscais, controles estatais e fuga de investimentos contribuiu para um prolongado colapso econômico.
No Brasil, a alíquota definitiva do novo sistema dependerá das regras de implementação da reforma tributária. O percentual próximo de 30% é uma estimativa para o conjunto dos tributos sobre o consumo, não uma cobrança uniforme sobre todos os produtos e serviços.
















