Por apauta10— Artigo de opinião
O deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) não faz oposição; ensaia desespero . Quando um político percebe que o terreno sumiu sob seus pés e que o calendário eleitoral virou uma contagem regressiva para o ostracismo, resta-lhe o barulho dos desesperados.
A exposição de dados pessoais de Mariana Brandão não foi estratégia: foi um sinal de pânico disfarçado de fiscalização. A aritmética é cruel. Parlamentar com entrega real e pauta sólida não precisa vasculhar o extrato da vida alheia.
Ao tentar transformar a vida pessoal da vice-prefeita de Paço do Lumiar em palanque, Lago confessa a própria inanição. É a política do estardalhaço praticada por quem já não encontra as chaves das portas de saída da vida pública que antes não se abriam por influência da força do comunismo de outrora.
“A vice-prefeita Mariana Brandão reagiu publicamente após ter dados pessoais expostos pelo deputado Rodrigo Lago, em meio à polêmica sobre obras no Araçagy. Em vídeo, o parlamentar sugeriu que intervenções na Nova Litorânea beneficiariam familiares do governador Carlos Brandão.
Em resposta, Mariana classificou o episódio como grave e acusou o deputado de ultrapassar os limites do debate político. “Discordar é legítimo. Expor dados pessoais e colocar em risco minha segurança e a do meu filho não”, afirmou.”
A aposta de Lago ruiu na primeira curva. Ao levantar suspeitas sobre o patrimônio de Mariana Brandão , ele esperava o espetáculo; recebeu um inventário. A resposta da vice-prefeita não deixou lacunas, apenas o rastro de um agressor que perdeu a legitimidade ao mirar na pessoa física para atingir o cargo. O “VÁ TRABALHAR” disparado por Mariana não foi um xingamento, foi um diagnóstico clínico.
Duas palavras que resumem a tragédia de um mandato que tem tempo de sobra e resultado de menos. Quem ataca por convicção sustenta o embate; quem ataca por desespero se esconde quando a réplica é fatal. Rodrigo Lago descobriu, da pior forma, que táticas sujas não pavimentam saídas quando o caminho já foi bloqueado pela própria mediocridade. Com uma trajetória que agora se resume a perseguição e ódio, a reeleição do deputado deixou de ser um desafio político para se tornar uma impossibilidade matemática.

















