Reajuste do ICMS chega a 11,1% no diesel e entra em vigor em fevereiro de 2027. Aumento pressiona fretes, alimentos e despesas domésticas em um país onde a carga tributária já pesa sobre quem trabalha e produz.
Mal terminou o período eleitoral e os brasileiros já têm mais uma conta no horizonte. Os estados aprovaram o aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, com novos valores a partir de 1º de fevereiro de 2027. O diesel terá a maior elevação: 11,1%. Na gasolina, o reajuste será de 4,5%, enquanto o gás de cozinha terá alta de 4,8%.
A justificativa técnica não muda o efeito econômico: combustível mais caro pressiona toda a cadeia de consumo. O diesel encarece o transporte de cargas, aumenta o custo dos fretes e acaba chegando às prateleiras dos supermercados. A gasolina pesa no deslocamento diário, enquanto o gás representa mais uma despesa para milhões de famílias.
É a velha fórmula: quando a arrecadação precisa crescer, o contribuinte aparece como a solução mais fácil. Estados ampliam a cobrança, empresas enfrentam custos maiores e o consumidor absorve os efeitos no preço final.
O problema é que o brasileiro não paga apenas impostos sobre combustíveis. Enfrenta uma sucessão de tributos embutidos em produtos e serviços, enquanto precisa administrar renda, alimentação, moradia e contas básicas.
A partir de fevereiro de 2027, o brasileiro sentirá os efeitos de mais uma rodada de aumento de impostos. E o cenário é preocupante: Lula acaba de conquistar um novo mandato, mas continua com o país pressionado pelo endividamento e por desequilíbrios fiscais. Segundo o Banco Central, a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em setembro de 2026, equivalente a 82,9% do PIB. O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou R$ 1,275 trilhão.
Diante desse quadro, a resposta continua passando pelo bolso de quem trabalha, consome e produz. Em vez de apresentar uma solução consistente para conter despesas e equilibrar as contas públicas, Lula mantém a arrecadação como instrumento de ajuste.
O contribuinte paga a conta de um Estado cada vez mais caro, enquanto o peso dos impostos reduz seu poder de compra. E o pacote risco de recessão continua.

















