Operação integrada combina efetivo recorde, tecnologia de ponta e inteligência policial para proteger a maior festa cultural do estado.
O Governo apresentou nesta sexta-feira (29) o Plano Integrado de Segurança Pública para o São João 2026,
O Maranhão vai ao São João 2026 com uma das maiores operações de segurança pública já montadas para um período junino. Três mil, setecentos e oitenta e dois agentes das forças estaduais entrarão em campo entre 29 de maio e 12 de junho, numa arquitetura que reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Força Estadual Integrada de Segurança Pública, Centro Tático Aéreo e o Centro Integrado de Operações de Segurança. O esquema foi apresentado pelo governador Carlos Brandão nesta sexta-feira, 29, em coletiva na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, em São Luís.

Batizada de Operação São João Seguro 2026, a estrutura mobilizará mais de 600 viaturas, cinco aeronaves, drones, câmeras de alta resolução e sistemas de reconhecimento facial. O aparato tecnológico não é acessório: é a espinha dorsal de um modelo de monitoramento em tempo real capaz de identificar, em meio à multidão, pessoas com mandados de prisão em aberto.
“O aumento da programação e da presença de turistas exige uma resposta à altura na área da segurança. Nosso objetivo é garantir que maranhenses e visitantes possam participar das festividades com tranquilidade, apoiados por uma estrutura moderna, integrada e preparada para agir rapidamente diante de qualquer ocorrência”, declarou Brandão.
A PM concentra o maior contingente : 2.500 policiais distribuídos entre a Grande Ilha e o interior. Na região que agrega São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, serão empregados 928 policiais, com apoio de 59 viaturas e 44 motocicletas. O interior receberá outros 1.572 militares, 105 viaturas e 94 motocicletas. O comandante-geral da corporação, coronel Wallace Amorim, garantiu que o reforço nos arraiais não comprometerá o patrulhamento ordinário dos bairros, mantido sob coordenação do Ciops e dos batalhões regionais.
A Polícia Civil mobilizará 286 agentes exclusivamente para os festejos. O planejamento inclui equipes do Grupo de Pronto Emprego e do Grupo de Resposta Tática, ações com cães farejadores e investigadores circulando de forma discreta entre o público. Uma frente dedicada ao combate à violência contra mulheres focará casos de assédio e importunação sexual.

“Hoje dispomos de ferramentas capazes de identificar rapidamente indivíduos procurados pela Justiça, permitindo uma resposta quase imediata das equipes operacionais”, afirmou o delegado-geral Augusto Barros.
O Corpo de Bombeiros empregará 862 militares na capital e no interior, responsáveis pela fiscalização de estruturas temporárias, prevenção de incêndios, atendimento pré-hospitalar e gestão de riscos em locais de alta concentração de público. Segundo o comandante-adjunto, coronel Francisco dos Anjos, cerca de 126 bombeiros estarão diariamente nos principais arraiais ao longo de junho.
A secretária Augusta Andrade explicou que o planejamento partiu de um mapeamento detalhado dos polos culturais em conjunto com as secretarias de Cultura e Turismo, com foco tanto na população local quanto nos visitantes esperados ao longo da temporada.

Com 70 dias de programação, o São João 2026 terá mais de 700 atrações nos circuitos oficiais, 18 apresentações nacionais e dezenas de manifestações da cultura popular maranhense. O governo projeta superar a marca de 2025, quando a festa movimentou mais de R$ 400 milhões na economia estadual. Somente em São Luís, a grade se distribuirá por 25 grandes arraiais, com destaque para o Arraial do Ipem, que estreia em 6 de junho com estrutura ampliada, e o Bumba Meu São João, na Arena Castelão.
A escala da operação responde a uma realidade: o São João maranhense cresceu além das fronteiras regionais e disputa hoje visibilidade com os maiores eventos culturais do país. Quando a festa cresce, a conta da segurança cresce junto
















